sexta-feira, 30 de julho de 2010

Conheces a tí?

Há exatos 22 anos o mundo perdia a alegria e o sarcasmo de José Abelardo Barbosa de Medeiros, o “Chacrinha”, radialista e apresentador de TV. Por oportuno, e em analogia à sua célebre frase “Eu vim pra confundir, não pra explicar”, vim deixar um sincero “oi” agregado aos sinceros votos de um ótimo final de semana regido por positivas vibrações.

Parafraseei Chacrinha pelo fato de entender, e crer ser este o seu entendimento e razão inspiradora de tão coerente frase, quando ainda em vida, que a existência é muito simples e que portanto, devemos complicá-la um pouco mais, o que indubitavelmente fazemos.

O problema é que a sociedade imputou na mente dos seres que a complicação deve ser global e massificada, à exemplo da estatização burocrática existente, e não individual, dadas as características indissociáveis de cada ser. Cria-se assim o “Caos” coletivo.

Creio que a crise da existência humana, que perde suas características individuais, em favor de uma massificação mais cômoda, existe por ser dogmatizadora do pensamento.

Quando na verdade o caos é uma ordem a decifrar e o caminho para tal reside em cada um. Basta conhecer-se a si e agir em concordância com suas perspectivas e individuais pensamentos.

Da mesma forma como claramente foi exposto por Arthur Schopenhauer, quando este discorria sobre o amor, hoje inexplicável pelas atuais diretrizes sociais, que disse “o amor é o que o amor faz”, você é o que você faz racionalmente. Já que suas ações são norteadas por seus pensamentos e conjecturas, embora muitas vezes você mesmo as desconheça.

Se queres uma cômoda existência deves te manter dentro da massificação dogmatizadora dos pensamentos, que escraviza e perpetua a insignificância dos seres humanos. Estarás fadado a escravidão.

Mas se queres ser dono e regente de tua existência, exerça sua força através da contestação, sob a qual não pairam dúvidas quando a “verdade”, a qual todos os dogmas e religiões pregam deter a propriedade e que portanto não admitem contestações, e pelas quais profetizam divinos castigos a quem as faça, vem à tona.

Edificas tua existência sob a contestação e a verdade, embora creia existir um eterno paradoxo sobre esta última, por razões neste texto já expressas, e terás uma existência livre de qualquer domínio. Serás senhor de tu mesmo. Será um Deus cuja consciência não permite contestações por outrem. Terás tua Razão.

domingo, 25 de julho de 2010

Remontado e revivendo o Público Paradoxo

Muito embora ínsita em escrever, em atendimento às torrenciais ondas de pensamentos que insistem, constantemente, em inundar minha mente, confesso, e seria tolice de minha parte tentar tal proeza, não querer decifrar os motivos que levam os seres humanos a viverem tão contraditoriamente.

Escrevo para externar meus pensamentos e saciar minha vontade de despertar nas pessoas um ceticismo, prévio, que funcione como uma barreira, embora superficial, de proteção contra as imposições externas. Pois só após a reflexão acerca das mais diversas situações, teremos segurança em nossa jornada.

Muito embora tenha a noção exata de que o “certo e o errado” são apenas diferentes modos de entender a relação que temos com os outros, e não com nós mesmos, confesso minha perplexidade quanto à certas ações e atitudes de alguns seres. Porém, em observância à minha concepção de certo e errado, adianto não estar aqui a conjecturar sobre falhas alheias apenas sob minha percepção individual. Exponho sob uma ampla perspectiva.

É interessante perceber que cada vez mais pessoas, e atribuo à isso a perpetuação de alguns ditos populares, embora aqui o apresente inversamente, tem para si, creio que como justificativa de seus erros e falta de personalidade, a concepção de que “os fins justificam os meios”.

Isto porque muitos dos seres humanos usam de artifícios, em desfavor na maioria das vezes do bem estar alheio e de seu próprio caráter, este último comprovadamente inexistente em algumas pessoas, para alimentarem o seu egocentrismo.

Lamentável assistir esse drama, cujo final, embora inalcançável dependendo da sua perspectiva, culminará no fim da existência humana, não sem antes vermos o assassinato de algumas regras e costumes, os quais herdamos de civilizações, e pasmem com o paradoxo, mais antigas, porém comprovadamente mais inteligentes que a nossa, cujos os objetivos eram organizar a vida em sociedade.

Estamos coletivamente assistindo ao fim da “coletividade”.

Discordo de Ricardo Reis, um dos três heterónimos do poeta e escritor português Fernando Pessoa, quando diz que “sábio é o que se contenta com o espetáculo do mundo”. Não sei se por não ter conhecimento de causa, já que se tratam de épocas diferentes, atribuo meu ceticismo quanto à frase deste célebre poeta lusitano, ao medo do futuro.

Um medo embasado numa análise da espécie humana ao longo das gerações, cuja conclusão não é das melhores.

Certo estava o saudoso, porém não menos importante dado a sua característica indiscutivelmente revolucionária e desafiadora quanto aos dogmas estabelecidos por algumas instituições e seguida por seres intelectualmente incapazes, José Saramago quando disse “Do chão só devemos querer o alimento e aceitar a sepultura, nunca a resignação”.

Assistimos hoje, não mais perplexos quanto antigamente quando ainda existiam, embora ínfimos, resquícios de altruísmo, principalmente no que concerne aos “escolhidos” quanto ao atendimento do objetivo precípuo da regência pública-institucional, largamente pregados nos inflamados discursos e nas vãs articulações, estas feitas ao “pé do ouvido” por aqueles cujo objetivo está contraposto ao do que esperançosamente escuta, a capacidade “mitomaníaca” que parece brotar ao se darem conta que dispõem do lúdico sentido de “poder”.

Um paradoxo. A Democracia em prol de um sistema que favorece aqueles cujas ações fluem em desfavor da grande maioria. O ser humano algoz de seus pares.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Brasil. O país do futuro, ainda.

Existem características que são tipicamente brasileiras. Uma delas é a eterna espera pelo “futuro”.

Assim como em todos os outros assuntos que interessam à nós brasileiros, também no futebol, temos que esperar pelo “futuro”. Prorrogar nossas alegrias.

Esperamos quatro anos por este momento. Porém, à exemplo de 2002 e 2006, a esperança do Hexacampeonato mais uma vez teve que ser adiada.

Entretanto, considerando o material humano selecionado pelo nosso treinador, que claramente nos dava mostra de que não poderíamos esperar outra coisa, nos levou a adiar novamente o sonho da vitória. Lamentar não se faz necessário, pois logo após à convocação já tínhamos esse presságio.

Porém, o apelo da mídia, que alardeava através dos meios de comunicação que esse é “o país do futebol”, e que, como tal, nunca poderia desistir, trouxe uma centelha de esperança, a mesma que levaria todos à atual frustração.

Pois se tivéssemos nos mantido céticos quanto ao título, considerando o time levado para a disputa da competição, não teríamos nos decepcionado tanto.

É verdade que deveríamos torcer e acreditar no time, afinal, com exceção do carnaval, o futebol é nossa única alegria.

Maravilhosa ilusão.

Agora ficamos nós, cidadãos torcedores, buscando respostas para toda essa confusão. Muitos dos jogadores tentam justificar a derrota com lágrimas e discursos de que o time poderia ter rendido mais. Não consigo acreditar.

Esse elenco foi o que mais rendeu. Pergunte aos publicitários quantos milhões de reais foram gastos nas campanhas publicitárias e nos cachês pagos aos jogadores para exporem seus rostos na mídia.

Corre, “à boca pequena” a história, e esse não é um assunto pós-derrota, de que uma negociação foi feita, pela qual o Brasil perderia esta edição, e venceria a próxima em “sua própria casa”. De fato existem circunstancias agravantes que dão margem à tal especulação, já que ótimos jogadores não foram convocados, perdemos de fato a chance de vencer esta edição, e temos uma vitória, em nossas terras, ainda não consumada. Além de outros assuntos conforme já comentei no meu posto anterior intitulado ‘“País do Futebol?”

Pura especulação? Pode até ser.

O fato é que isso não revoga nossa condição de “país do futuro”. Agora, os meios de comunicação implantarão nas mentes dos brasileiros o sentimento de que em 2014, aqui no Brasil, a história será diferente. Tentem sobreviver aos impostos, que com certeza aumentarão, haja vista que o povo é quem financiará, com o seu trabalho, a construção dos novos estádios e toda a estrutura necessária à realização do evento, e vocês verão.

Porém lamento informar que os discursos não vão parar por aí, e nem ficarão restritos ao futebol.

Estamos às voltas do início efetivo das campanhas eleitorais. E o discurso do “país do futuro” estará novamente em voga. Digo efetivo pelo fato de o Presidente, que de nada sabe ou nunca soube, já começou a campanha, pelo “seu avatar”, há muito tempo. Mostrando um completo desrespeito pela legislação vigente. Razão pela qual vem sendo constantemente multado, muito embora a Advocacia Geral da união tenha conseguido vetar o pagamento da maioria delas.

Começarão os redundantes discursos dos mágicos candidatos, que em uníssono prometerão, para “o futuro”, a solução dos problemas que afligem este país.

Nos resta agora, protelar a história do hexacampeonato por mais quatro anos, ou seja, para “o futuro”. Afinal no Brasil nunca seremos felizes no agora. Seremos sempre muito, e muito mesmo, felizes no futuro, no amanhã, mesmo que seja amanhã ou depois, e tanto faz se depois for nunca mais. Já nos acostumamos.

Até breve, meus Prezados “Brasileiros do futuro”.

Aguardem e confiem.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Quando o ser vier a pensar e existir

Nada me fascina tanto quanto a capacidade, comum a alguns seres humanos, de serem tão incapazes. Não entendo como um ser pode permanecer inerte diante da grandiosidade deste planeta, e, claro, do próprio ser humano. Muito embora esta inércia seja de uma incrível dualidade, considerando que alguns seres a usam largamente em proveito próprio.

A essa inércia eu atribuo, entre outras coisas, a fé cega nas religiões e a subserviência aos poderes estabelecidos ao longo dos anos, cujo utópico objetivo é a organização da vida em sociedade, assunto este que tratarei no próximo post.

A ociosidade cerebral de algumas pessoas, pra não dizer da maioria, vem por todos esses longos anos, criando terreno e espaço para a proliferação da exploração do ser humano pelo próprio ser humano. Seja pelo cerceamento de suas características físicas e naturais, enquanto animal racional, pela fé, seja pelo estabelecimento de uma democracia, cujo objetivo é restringir o acesso ao prometido estado democrático, o ser vem sendo torturado física e psicologicamente pelos seus semelhantes.

A indústria da fé, cujo crescimento é constatado em momentos de grande sofrimento dos seres, é um algoz, cujas ramificações se proliferaram ao longo da existência humana, cuja história é povoada por catástrofes e derramamento de sangue.

Muito disso pela crença em algo nunca constatado e ao qual atribuem todos os acontecimentos, sejam eles físicos ou naturais, que suas mentes não conseguem, ou se recusam a provar.

Hoje em dia, pouco menos que antes, ainda se paga, seja direta ou indiretamente,pela salvação da alma. O preço de tal salvação varia de instituição para instituição, dependendo do seu grau de credibilidade. Esta por sua vez, conseguida muitas vezes ao preço de muitas vidas, de seres cujos únicos erros foram pensar e contestar.

Tais instituições travam uma acirrada batalha pelos fiéis, pois são estes os financiadores das enormes e imponentes construções.

Estes impérios são mantidos à base de um comércio que expõe ilusoriamente “a verdade” em suas vitrines. Não sei como podem coexistir tantas “verdades” acerca de um mesmo e incognoscível assunto. Impossível para mim acreditar em duas ou mais verdades.

Não à toa, estas instituições insistem em tentar vetar todo e qualquer avanço racional do ser humano, ameaçando e imputando aos que o fazem a história do eterno sofrimento nas chamas do inferno, cuja existência, à exemplo de sua divina entidade, é inexplicável.

Como sabemos, qualquer centelha de evolução, seja à luz da ciência ou da filosofia, foi, e ainda é, violentamente combatida.

Estas religiões insistem em enclausurar os fiéis em seus próprios pensamentos, não os permitindo em nenhuma hipótese a contestação. Eles devem ser eternos clientes, de uma dívida, cuja quitação somente lhes será permitida através da morte.

- Quer ser salvo e ver Deus? Então morra!

Karl Marx certa vez disse “a religião é o ópio do povo” e foi largamente julgado por isso.

Aos seres não é permitido pensar. Contestar o que rendeu infinitos lucros a estas instituições ou que foi escrito e reescrito ao longos dos anos, cuja veracidade é improvável dado o grande número de versões e interpretações, é pecaminoso. Pior que muitas pessoas ainda creem nisso.

Que bom será o dia em que uma revolta consciente e racional vier a acontecer. Trazendo luz aos cérebros dos seres, lhes permitindo um pensamento próprio e individual, fundamentado em seus próprios estudos e conclusões. Fundamentado na certeza de que ele próprio é um Deus e a morada dos deuses. Que as forças físicas e naturais independem da crença em qualquer religião. Quando o ser vier a pensar e existir.



sábado, 26 de junho de 2010

A Vontade Liberta porque é criadora

Por muitos anos o ser humano foi, e continua sendo, mutilado psicologicamente, tendo que exorcizar características naturais e indissociáveis à sua condição de ser racional.

Por milhares de anos, em favor da fé em algo improvável, lhe foi proibido revelar sua latente natureza física, inclusive pensar.

Por todo esse tempo o “não” foi demasiadamente imputado nas mentes dos seres humanos. “...não invocarás... não matarás...não roubarás...etc”. Nada lhe é permitido. E tais imposições são propagadas até os dias atuais. Entretanto, muitos fazem isso impunemente.

Por muito tempo os religiosos vêm tentando a todo custo manter os seres numa cruel ignorância. É lamentável que ainda consigam tal façanha.

Exploram a superstição e escravizam os seres, num universo onde a contestação é pecaminosa e digna de retaliações, por parte de um Deus todo poderoso e cujo amor é incondicional à todos os seus. Enxergo aqui um grande paradoxo.

Como mostra a história, muitos foram mortos, torturados e massacrados em nome desse Deus. É praticamente impossível quantificar o número de seres que foram perseguidos e mortos, apenas por terem contestado a existência, até hoje sem provas, desse Deus e de seus poderes. Até os livros onde estavam impressas as opiniões e os estudos daqueles seres pensantes foram exterminados.Todo o conhecimento foi exterminado.

Até hoje, à despeito de toda a evolução intelectual e tecnológica, contestar tal existência é vista com maus olhos.

Somos aviltados de nossos pensamentos e vontades naturais, em nome de uma salvação, cuja prova de sua existência é impossível, assim como a do próprio Deus. Este por sua vez responsável pelo julgamento.

Confesso ser difícil acreditar sem contestar, tendo em vista que a vontade de criar e crescer, tão latente e incontestável, é que liberta o ser humano da estagnação. Sem tal vontade, estaríamos fadados a vermos morrer e sepultarmos nossos entes queridos, acometidos por doenças ou simples acidentes, sem lhes dar a chance de recuperação apenas por acreditar ser a vontade divina.

A ciência, largamente combatida por alguns religiosos, iluminou e possibilitou novos caminhos. Possibilitou a extensão da vida por maiores períodos.

É característica dos fracos transferir a causa dos seus inúmeros fracassos e decepções a tudo o que está além e acima dele (em Deus ou no diabo, nos nobres, no senhor, no patrão, etc..). Continuam sendo fracos e temerosos quanto à contestação. Acreditam em antigas e contraditórias escrituras encontradas em livros, estes por sua vez vendidos como sendo a verdade suprema devidamente impressa.

Livros contraditórios em relação aquilo que pregam os religiosos. Como explicar o que escrevi acima, lembra? “...não matarás e blá blá blá...”, quando é possível encontrar numa breve leitura da Bíblia a exortação à morte. A justiça empregada pelas próprias mãos. Basta ler "Gn 9:6".

Onde ficam então os conceitos que pregam a crença numa justiça unilateral exclusiva de “Deus”?

Somos seres capazes de raciocínio, e como tais devemos buscar, a todo custo, a evolução que nos foi cerceada em nome de uma cega fé no que é impossível de constatação.

Parafraseando Nietzche “O ser humano ainda é um animal não definido”.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Nossa, já senhora, Constituição Federal.


A Constituição Brasileira que contém as leis nacionais é um emaranhado de artigos, letras, incisos e parágrafos.

Uma Constituição que de tão analítica, tornou-se evasiva. Existem diversos dispositivos legais que, se bem explorados, podem prorrogar o julgamento de um indivíduo culpado por muito tempo, levando inclusive à prescrição.

Esse sistema jurídico torna a justiça lenta. Uma justiça cara e inacessível para a maioria da população. Creio ser isto propositalmente criado, tendo em vista que os financeiramente desprovidos são largamente condenados a uma vida de encarceramento onde os ricos nunca estarão. São Leis que favorecem a corrupção, que livram culpados de suas penas. Gerando a audácia dos maus. A prova está estampada no atual quadro político brasileiro, onde a corrupção impera como se fosse uma coisa perfeitamente normal. Os escândalos provenientes da corrupção estão ultrapassados. Foram ridicularizados.

Vivemos em um país cujo desenvolvimento de sua gente é cerceado pela corrupção. O sistema político, amparado por um falso espírito democrático, embasado por uma Constituição que falsamente reza que o poder emana do povo, e que este o exerce por meio de seus representantes devidamente constituídos, tem fadado nossa gente a uma eterna relação de dependência e subserviência.
Creio eu, que muito antes de tentarmos mudar essa utópica idéia de que pelo voto mudaremos os rumos deste país, e que assim acabaremos com o vício dos famigerados "gatunos" assaltantes do dinheiro público, devemos mudar essa, já "Senhora", constituição.
Sendo assim, um dos primeiros passos para a mudança do nosso país é a criação de uma nova constituição, com mais sensatez, transparência, objetividade e elaboração, em detrimento à então vigente, com o objetivo de impedir que culpados fiquem impunes e corroam ainda mais nosso país.
Cabe a cada um de nós amparar esta "Senhora". Dizer-lhe que estamos em novos tempos, onde a democracia é criada de forma a acabar com a democracia. vivemos em tempos onde a solução dos problemas que afligem os seres são usados como mote de campanha política, e solucionados pelos "representantes do povo" ao seu bel prazer, criando assim uma relação de interdependência e gratidão. Concordo com Stalin quando disse que "A Gratidão é uma doença de Cachorros...". Pena que nem todos tenham consciência disso.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Paradoxo da Sacanagem

O presidente Lula defendeu, nesta terça-feira (01) em Brasília, a carga tributária brasileira, num discurso de improviso na reunião da Cepal, a Comissão Econômica para América Latina e Caribe. “Tem muita gente que se orgulha de dizer: no meu país, a carga tributária é apenas 9%. No meu país, a carga tributária é apenas 10%. Quem tem carga tributária de 10% não tem Estado. O Estado não pode fazer absolutamente nada”, disse.

O que muito me intriga é que existam pessoas capazes de concordar com tal infeliz afirmação.

Muito embora concorde quanto à necessidade de existência dos impostos para a manutenção e funcionalidade do estado, para que este possa oferecer aos seus cidadãos aquilo que reza nossa constituição, no que concerne aos seus direitos, é lamentável o paradoxo existente se compararmos a nossa realidade com a de países de primeiro mundo. Paradoxo que muita gente, ao que parece, prefere não enxergar.

O Governo deste país escravizou seus cidadãos, em favor de uns poucos famigerados e filhos de uma impunidade já indissociável à imagem deste país, com uma alta carga tributária.

A colocação, infeliz, do Presidente se justificaria se a alta carga tributária, comum também a outros países, fosse, não só pelo “saque” no bolso do contribuinte, mas também comum pelo alto grau de qualidade dos serviços públicos lá ofertados.

Assim surge o paradoxo. Pois ao mesmo tempo em que se defende cobrança dos impostos, dos quais infelizmente estamos fados a sermos eternas vítimas, não nos dão motivos para a manutenção dos mesmos em níveis tão altos, pois como sabemos o dinheiro arrecadado é muito mal gerido.

São 23:25h desta quarta-feira, e enquanto digito este estou monitorando o site do “impostômetro”1, o qual apresenta a inacreditável soma de R$ 501.689.344.267,54 e contando, incansável e ininterruptamente. Incansavelmente porque a lista de tributos, que resultaram nestes números acima mencionados, é paga por cada um de nós. Salvo engano, e possíveis, porém pequenas, variações, cada cidadão já pagou de impostos, em média, R$ 2.613,29.

O desconhecimento acerca dos impostos embutidos em tudo o que compramos neste país é preocupante. Atribuo à isso essa aceitação tão passível e a falta de manifestação em oposição por parte de nossa gente. O Governo, claro, não faz nada para inverter tão situação. Confesso que ficaria surpreso se isso viesse a acontecer. Porém não basta saber o quanto de imposto estamos pagando, temos que ver os resultados obtidos com os gastos de tais arrecadações.

Sendo hoje o Dia Internacional das prostitutas, não poderia encerrar este post de outra forma, já que não quero me alongar ainda mais, senão parafraseando o Dr. Cal Lightman, personagem interpretado pelo ator Tim Roth na série Lei to me2 que disse: “...todos nós pagamos por sexo, as prostitutas apenas sabem negociar o preço...”.

Metaforicamente, então, somos os clientes de umas prostitutas insaciáveis que nos cobram valores altíssimos por um gozo fingido, e nós em nada reclamamos, pois estamos no “país da “sacanagem e do faz de conta” onde tudo é permitido. É aqui, onde as putas fingem que nos dão o que merecemos pelo valor que pagamos, e nós, fingimos que estamos satisfeitos. Realmente, elas são profissionais na arte da “cobrança”.

1 http://www.impostometro.org.br/

2 http://pt.wikipedia.org/wiki/Lie_to_Me_(série_de_televisão)

terça-feira, 1 de junho de 2010

País do Futebol?

Chega a ser irônico esse jargão de “país do futebol” após a leitura de matéria publicada na Revista VEJA.

A matéria discorria acerca da possibilidade de um “Plano B” a ser adotado pela FIFA, caso o nosso país não consiga reverter a situação na qual se encontra. Isto porque, apesar do anúncio da escolha do Brasil como sede da Copa 2014 ter acorrido a cerca de trinta meses, até o presente momento, e isso é inacreditável, nenhuma obra foi iniciada. Nenhum tapume foi erguido!

Estranha perceber que até o presente momento nenhum prazo racional foi cumprido. A FIFA não poderia agir de outra forma, a não ser pressionando o “país do futebol” para que medidas urgentes sejam tomadas, a fim de evitar o “maior fiasco” da história futebolística do mundo ao transferir o mundial de 2014 para a Inglaterra.

Porém o problema tem dimensões ainda mais preocupantes, dado os motivos escusos e a impunidade escondida por trás de tudo isso.

O fato de restarem cerca de cinqüenta meses até o próximo mundial de futebol, nos leva a prever um futuro bastante prejudicial e oneroso para o povo desse país. Isto porque, é consenso entre os brasileiros o fato de pagar pacientemente a conta final e exorbitante proveniente das ingerências dos responsáveis pela execução de obras públicas.

Somos passivos ao ponto de perceber as já “habituais” manobras de nossos homens públicos, em prol dos empresários e empreiteiros beneficiados pelos contratos em regime de urgência, muito acima dos valores normais, para a entrega em tempo “hábil” das obras em questão.

São manobras há muito conhecidas e que a impunidade, reinante nesse país, não os obriga a tentarem ao menos esconder da opinião pública as suas “safadezas”.

Não posso negar o orgulho velado, embora o futebol não seja uma de minhas paixões, desse título de “país do futebol”, mas em observância a situação que acima mencionei, prefiro gastar menos comprando uma TV LCD FULL HD de não sei quantas polegadas, e assistir a próxima Copa direto da Inglaterra, do que assistir ao saque do dinheiro público, em favor de uns poucos, para financiar a Copa no “país do futebol”.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Bem Vindos

1,2,3 testando...(risos).

Esse é o post inaugural do Blog.

Deu pra perceber o espírito dos posts que vão povoar esse blog,né?
Muito embora, assuntos sérios possam, e a bem da verdade devam, fazer parte deste espaço, já adianto que a forma como tais assuntos serão abordados será pautada por bom humor e minha característica analítica, irônica e crítica, porém a seriedade imputada nos temas serão resguardadas.

Esse blog será uma ferramenta de interação e integração social. Uma forma de comunicação complementar às demais por mim há muito usadas como Msn, Orkut e o Twitter.
Aqui postarei os textos, conforme solicitado pelos amigos, que anteriormente postava nos outros sites, como o de relacionamento acima mencionado, por exemplo.
Sejam bem vindos. Espalhem a informação e o endereço para os seus amigos.

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